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Neste ano, o SPFW foi maior. Teve mais patrocinadores, mais marcas desfilando. E este crescimento do maior evento de moda do Brasil reflete com certeza um crescimento na profissionalização deste mercado. Afinal, como estamos falando de um setor da economia, o crescimento só acontece quando tem mais gente trabalhando nele, se especializando e amadurecendo. Hoje já temos diversas escolas ensinando moda em todos os âmbitos, dos cursos livres às graduações. E isto é louvável. Pois o oba-oba, o glamour e o burburinho em torno da moda não é o que a fazem crescer de verdade. Mas muito trabalho.
Por isso que eu acho muito bacana destacar o trabalho de escolas que fazem a diferença neste processo. O Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) é uma delas. O Senai é hoje, no Brasil , um dos mais importantes pólos de geração e difusão de conhecimento aplicado ao desenvolvimento de diversas indústrias do país. É especializado em dar a jovens uma formação sólida e que pode, de fato, colocá-los no mercado de trabalho.
Em moda, eu já conhecia uma das iniciativas muito bacanas do Senai, que é o Cetiqt. Localizado no Rio de Janeiro, este braço do Senai é especializado em moda e oferece cursos de graduação e técnicos em várias áreas que rodeiam o mercado fashion. E o mais bacana: é especializado em formar trabalhadores de chão de fábrica. É, pessoal, não é só de estilistas que vive o mercado de moda. E o Cetiqt está formando profissionais que são super requisitados no mercado - mas que ainda são minoria -, como especialistas em modelagem, em engenharia química, engenharia têxtil, especialistas em cor…
E o que eu não sabia sobre o Senai - e este post me proporcionou! - é que acabou de lançar o Portal Senai Design. É uma iniciativa que reúne as ações relacionadas à moda de 17 departamentos do Senai, de vários estados. Lá estão artigos e matérias sobre assuntos bem bacanas e atuais, como a identidade brasileira, pesquisas e tendências mundiais.

Um dos artigos que vi por lá e que mais gostei foi este, sobre as relações entre moda e arquitetura. É super legal pensar que a moda só consegue crescer quando se relaciona com outros temas do cotidiano. Não buscando referências em si própria, em seu mundinho.
O texto fala de vários estilistas que trabalharam o tema arquitetura em suas coleções, como Herchcovitch, Huis Clos, Calvin Klein (Francisco Costa!) e Hussein Chalayan. E eu acrescentaria a coleção de verão 07/08 da Lenny, que homenageou o trabalho de Oscar Niemeywer, utilizando referências do trabalho do profissional na arquitetura como referência para criar sua coleção.

E A relação entre moda e arquitetura não aparece apenas como inspiração de estilistas. Eles, por outro lado, também se mexem para estar no mundo das “roupas de casa”. E por aqui já falei de vários exemplos disso, como a parceria entre a Huis Clos e a estilista Adriana Barra e a Micasa (uma estilista, de roupas, fazendo também móveis).
Por fim, o texto do Senai Design fala da parceria entre Melissa e a arquiteta Zaha Radid, grande nome da arquitetura internacional. Este foi o grande lançamento da Melissa (marca mais que queria deste blog e de muitos leitores!), marca da Grendene que tem um segredo que é quase como a fórmula da Coca-Cola, que é aquele cheirinho de chiclete característico de cada pé da marca da Grendene.
No SPFW a marca exibiu no meio de seu lounge quatro modelos de… De… Bem, eu não sei dizer exatamente o que é aquele sapato, mas solicito aqui a você, leitor, uma licença poética para dizer que, na minha visão, trata-se de uma bota vazada. É um sapato que tem o formato de uma bota de cano curto, mas é completamente vazada, composta apenas por várias linhas circulares. Achei super original e estou louca pra ver no pé de alguém, para conferir se fica bacana mesmo.

[Este é um post patrocinado. Todas as ações de publicidade aqui realizadas serão sempre informadas e escolhidas criteriosamente, para que estejam de acordo com o principal objetivo deste blog: oferecer ao leitor informações que sejam interessantes e relevantes.]
Adorei este termo, usado pelo caderno Vitrine, da Folha de S.Paulo, para denominar o look que nós precisamos usar para encarar um dia que faz por muito frio e muito calor. A idéia da “moda cebola” baseia-se em usar sobreposições para se sair bem nesse tempo. É uma solução ótima e muito criativa. O jornal do último sábado, dia 21, sugere looks ótimos.
“Agora o consumidor deve pensar em um guarda-roupa para todas as ocasiões e climas. Ainda precisa ter roupas leves, médias e pesadas, mas com freqüências e quantidades diferentes”, disse ao jornal o sociólogo Dario Caldas, do Observarório de Sinais.
O bacana é que as grifes também estão pensando nisso. Então, nestas semanas de moda, foi muito comum vermos entre os desfiles de verão peças típicas do inverno, como jaquetas e blazers. Veja alguns exemplos:

De cima para baixo, da esquerda para a direita, imagens do desfile primavera/verão de: Samuel Cirnansck, Mário Queiroz, Maria Garcia, Glória Coelho, Ronaldo Fraga, Alexandre Herchcovitch feminino, Huis Clos, Osklen e Forum Tufi Duek.
O desfile da Colcci mal começou e rolou um mini-alvoroço aqui na sala de imprensa, em que vários telões estão transmitindo, em tempo real o “desfile da Gisele”.
O primeiro momento burburinho foi quando a top entrou em cena, a todo momento levantando a alça do top. “Paga peitinho, Gisele!”, gritou uma jornalista.
O segundo - e melhor - momento foi quando, logo depois de Gisele, entrou em cena o ator Rodrigo Hilbert. Fiu-fius, “agora sim gostei” e “meu Deus” foram algumas das expressões que podiam ser ouvidas aqui. Bonito.

Este é um print screen do “twitter” da assessoria de imprensa oficial do SPFW, a PR’COM. Adorei e sinceridade deles sobre o “desfile de Gisele”. Afinal, a gente até esquece que é Colcci, o desfile vira “de Gisele” mesmo - ou, pelo menos, com o fundamental adendo “com Gisele”!
Hoje a Bienal está ainda amis lotada e agitada do que o normal. Quase todos que estão trabalhando aqui estão super nervosos, estressados e tudo… Por causa de Gisele Bündchen, que daqui a pouco chega ao SPFW para desfilar para a Colcci.
O SPFW tem desfiles desde a manhã até à noite (tipo das 11h às 21h). E quem está aqui normalmente quer e/ou precisa assistir, ver fotografar e entrevistar pessoas envolvidas em quase todas as apresentações. Por isso os seis dias de evento se fazem absolutamente desgastantes. O mais engraçado é que com essa história de ficar horas e horas de pé, o tipo de massagem mais requisitado no espaço da Natura dentro da sala de imprensa, é a massagem relaxante para os pés, e não aquela para costas, como normalmente acontece - vide as várias quick massages que há por aí afora…
Não tem jeito, o lunge da Melissa é sempre um dos - se não O - mais cheios do SPFW. Quero acreditar que isso não se deva apenas à distribuição de brindes preciosos - exemplares de sapatos Melissa. Até porque a decoração do espaço é sempre uma atração à parte.
Neste ano, assim como muitas marcas e até estilistas, a Melissa foi na onda do tema do SPFW: o Japão. Eu nunca visitei o país, mas imagino que seja algo muito parecido com o que tem no lounge dos sapatos mais cheirosos do mundo. Bancos em formato de origami, luminárias coloridas feitas com papel de seda, muitas luzes coloridas brilhando… Lindíssimo. Outro detalhe bacana é que é sempre no SPFW que a Melissa lança sua nova coleção, sua nova campanha e anuncia sua nova parceria.
A nova coleção está exposta numa esteira, como se os sapatos fossem as comidas de um sushi bar. Quanto à nova parceria, é com a arquiteta Zaha Hadid. O resultado é um sapato-bota com uma cara super futurista.
* Já, já várias fotos! *
Já falei que o SPFW tá CHEIO de marcas, para todos os lados. Vamos a algumas curiosidades a respeito disso:
- Só no lounge do Glamurama estão circulando (em dias alternados) 28 marcas. Tem a marca de uma bebida, da outra bebida, um brinde aqui, outro ali… Haja marca!
- Entrei num dos lounges e pedi uma Coca-Cola gelada para ver se me espantava a canseira. Com muita sede, dei uma bela golada e, de repente, quando decido encarar a latinha que me trouxeram, a surpresa: Schin Cola! Schin Cola? Sim! E sem aviso prévio! Quando eu decido questionar o garçom que me ofereceu a bebida, a surpresa: “É, aqui até a água é Schincariol. É patrocinadora do evento todo. Só tem Schin”. E ele tem razão. A Schincariol fez até um anúncio especial, remetendo a marca à moda, para veicular no SPFW Journal, o jornal feito pela equipe da House of Erika Palomino que circula diariamente pela Bienal.
Sem contar que eles tem um boteco aqui no segundo andar.
Você poderia imaginar que a Nova Schin seria a cerveja oficial de um evento de moda?
* já, já vêm as fotos! *
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