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Disseram que a Cary, Sarah Jessica Parker, estava no Brasil na semana passada. Não estava. Disseram que a própria é a garota-propaganda do Shopping Cidade Jardim. É verdade. Disseram que o shopping será inaugurado no começo de abril. Não é verdade.
O que sei até então é que Sarah fotografou para a campanha do shopping lá de Nova York mesmo, acompanhada pela equipe de marketing do shopping e pela nossa tristeza de não ter a - chata por ser TÃO mulher - Cary por aqui.
Vi pela internet várias fotos dela e todos querendo decifrar que grifes ela usava. O UOL levantou a suspeita de que haverá uma loja Balenciaga no Cidade Jardim, já que Sarah usava belas sandálias da marca na campanha.
Fato é que, andando pela internet, encontrei uma super similar. Que não é da Cary, não vai vender no Cidade Jardim, mas que é bonita suficiente para atenuar alguma desilusão amorosa sem causar um rombo tão grande na sua conta bancária quanto se você adquirisse um Balenciaga ou Manolo Blahnik. Bem ao estilo Sex And The City que a gente adora.

A foto da esquerda é do UOL Estilo, da Sarah na campanha do Shopping Cidade Jardim. A da direita, da revista Estilo, é Pop Noir (por R$ 576).
Cópias são sempre um assunto complicado. Na moda não é diferente.
Alguns acham que, na moda, isso não é nenhum problema, pois afinal é um meio em que tudo se recria e que desde sempre bebeu nas fontes do passado. Outros dizem que é mesmo uma conseqüência da preguiça e da falta de criatividade de estilistas.
No ano passado, a revista Piauí - em incrível reportagem da Daniela Pinheiro - despertou este assunto na moda , que andava quase adormecido.
Hoje saiu uma matéria sobre o assunto no UOL, falando especificamente das cópias de sapatos. Sempre uma polêmica.
… as campanhas da Ellus com a Chole Sevigny (acima) e da Prada (abaixo).

Quem viu essa foi a Julia Petit.

À esquerda, um vestido Versace, de sua coleção primavera/verão 2007; à direita, um vestido da marca Bebe.
Cópias na moda compõem um assunto muito polêmico. O falatório ao redor desse assunto começou de verdade aqui no Brasil com a reportagem da Revista Piauí do mês de junho sobre o assunto (que repercutiu bastante no mundo da moda).
Agora o New York Times levanta outro lado desta questão: as empresas que copiam os grandes designers assumidamente (vale lembrar que as marcas que foram citadas e apresentadas na matéria da Piauí em nenhum momento assumiram, ou declararam, fazer cópias), como a Simoia Fashions, citada na matéria em questão. Ela reproduz itens de grandes designers e revende para grandes lojas, como a Forever 21 e a Macy’s. O texto é todo muito bom e vale a pena ser lido na íntegra.
Quero destacar um trechinho que dá ainda mais pano pra manga, que traduzido mal e porcamente é assim: “há um debate fervoroso na indústria de moda americana sobre as cópias. Elas, que sempre existiram, estão tão impregnadas na era da internet que agora é a prioridade número 1 do Council of Fashion Designers of America, que está tentando junto ao congresso americano estender a proteção de direitos autorais às roupas. Nove senadores encaminharam um projeto de lei para ajudar os designers. Estima-se que as cópias representem no mínimo 5% do mercado de vestuário americano, avaliado em US$ 181 bilhões”.
Seria mesmo possível fiscalizar cópias em roupas? E quais seriam os critérios para tachar algo como cópia? Como garantir que algo é cópia quando os designers, estilistas, dizem que é só “inspiração”?
* Foto do NY Times, em que há várias outras comparações entre cópias e copiados.
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